 |
Os vencedores do Oscar
Legenda: Minhas escolhas
Filme: Menina de Ouro Direção: Clint Eastwood (Menina de Ouro) Ator: Jamie Foxx (Ray) Atriz: Hilary Swank (Menina de Ouro) Ator Coadjuvante: Morgan Freeman (Menina de Ouro) Atriz Coadjuvante: Cate Blanchett (O Aviador) Roteiro Original: Brilho Eterno de uma mente Sem Lembranças Roteiro Adaptado: Sideways - Entre Umas e Outras Animação: Os Incríveis Filme Estrangeiro: Mar Adentro Documentário: Born Into Brothels Fotografia: O Aviador Montagem: O Aviador Direção de Arte & Cenário: O Aviador Figurino: O Aviador Maquiagem: Desventuras em Séries Efeitos Especiais: Homem Aranha 2 Efeitos Sonoros: Os Incríveis Som: Ray Trilha Sonora: Em Busca da Terra do Nunca Canção: "Al Otro Lado del Río", Jorge Drexler (Diários de Motocicleta)
Comentários sobre a cerimônia e os premiados:
-
Fiquei muito feliz mesmo quando os nomes Jorge Drexler, Chalie Kaufman, Clint Eastwood e Menina de ouro foram chamados ao palco. Principalmente Drexler que jamais imaginaria ganhar.
-
Por mais que tenha gostado de Swank em Menina de Ouro, não posso deixar de mostrar certa frustração ao ouvir seu nome. Toda minha teoria foi por aguá abaixo. Snif.
-
Eu também fiquei muito feliz quando eu não ouvi "And the oscar Goes to: Couting Crows"
-
Eu juro que quando a Beyoncé entrou no palco pela terceira vez para cantar eu desliguei a TV. Só liguei-a novamente quando soube que Clint ganhou. Ela estragou "Learn to be Lonely", "Believe" e "Look at Yours Path".
-
O Oscar não apresentou nenhuma surpresa, com exceção de canção (e para mim Swank). Ano que vêm vou apostar em todos favoritos.
-
Chris Rock é muito chato. Só teve uma boa piada. Concordo com Gustavo, que coloquem Robin Williams apresentando o ano que vem.
Aproveitamento: 12/21 = 57% (Ator, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Roteiro Adaptado, Animação, Filme estrangeiro, Documentário, Fotografia, Direção de arte & Cenário, Maquiagem, Efeitos Especiais e Trilha Sonora). Baixo aproveitamento.
Escrito por Gabriel Carneiro às 18h17
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Apostas para o Oscar 2005
Filme
Quem vai levar: O Aviador Talvez: Menina de Ouro Quem merece: Menina de Ouro
O Aviador foi o grande favorito durante todo ano de 2004, perdeu um pouco de suas forças para o filme de Eastwood. Mas este ultimamente tem criado polêmicas, o que pode ser desfavorável. O Aviador vai ser o grande campeão, havendo assim uma redenção para Scorsese.
Direção
Quem vai levar: Martin Scorsese (O Aviador) Talvez: Clint Eastwood (Menina de Ouro) Quem merece: Clint Eastwood (Menina de Ouro)
Clint, o grande favorito até o momento, já possui uma estatueta dourada em casa. E Scorsese não, além do fato deste ser super cultuado e considerado um dos grandes injustiçados. A Academia irá premiá-lo por compensação, como já fez anteriormente.
Ator
Quem vai levar: Jamie Foxx (Ray) Talvez: Clint Eastwood (Menina de Ouro) Quem merece: Jamie Foxx (Ray)/Clint Eastwood (Menina de Ouro)
Aposta certa para o Oscar desse ano. Jamie Foxx leva pela interpretação de Ray Charles, um grande favorito que há muito tempo não via. Mas há remotas possibilidades de Clint levar, já que foi uma surpresa sua indicação. Estou dividido entre os dois, acho difícil nomear um.
Atriz
Quem vai levar: Kate Winslet (Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças) Talvez: Anntte Bening (Adorável Julia) Quem merece: Kate Winslet (Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças)
Muitos devem estar se perguntando onde está o nome de Hilary Swank, tão aclamada por Menina de Ouro. Mas não acho que ela leve, já ganhou um Oscar pouco há tempo atrás, e acho difícil ela ter um aproveitamente de 100% em suas indicações. Annette Bening seria a possibilidade mas acho que o filme não tenha tantas forças perto de Brilho Eterno de uma mente Sem Lembranças, na qual Winslet está no mesmo barco de bening, várias indicações e nenhum prêmio. Já Imelda Staunton é britânica demais para levar o Oscar de atirz pricipal.
Ator Coadjuvante
Quem vai levar: Morgan Freeman (Menina de Ouro) Talvez: Thomas Haden Church (Sideways - Entre Umas e Outras) Quem merece: Clive Owen (Closer - Perto Demais)/Thomas Haden Church (Sideways - Entre Umas e Outras)
Aqui acho difícil não dar o Oscar compensação a Freeman, quem pode estragar isto são os novatos Haden Church e Owen. Os dois últimos receberam ótimas críticas e prêmios importantes, mas difícl baterem Freeman.
Atriz Coadjuvante
Quem vai levar: Cate Blanchett (O Aviador) Talvez: Natalie Portman (Closer - Perto Demais) Quem merece: Natalie Portman (Closer - Perto Demais)
As únicas pessoas que podem remotamente tirar o Oscar das mãos de Blanchett em sua interpretação da insuportável Katherine Hepburn são Natalie Portman e Virginia Madsen. E aqui se aplica as mesmas condições a tores coadjuvantes.
Roteiro Original
Quem vai levar: O Aviador Talvez: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças Quem merece: Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
O Aviador vai levar o prêmio mais injusto da noite. Duvido que premiem Kauffman e sua bizarrices.
Roteiro Adaptado
Quem vai levar: Sideways - Entre Umas e Outras Talvez: Menina de Ouro Quem merece: Antes do Pôr-do-Sol
Outro grande favorito é o prêmio de roteiro adaptado para Sideways, todos o premiaram assim e acho difícil aqui ser diferente.
Animação
Quem vai levar: Os Incríveis Talvez: Shrek 2 Quem merece: Shrek 2
Óbvio novamente. Só acho que Shrek 2 merece ganhar pela ausência de O Expresso Polar, ainda não digerida por mim.
Filme Estrangeiro
Quem vai levar: Mar Adentro Talvez: Der Utergang Quem merece: Mar Adentro (único visto)
Documentário
Quem vai levar: Born Into Brothels Talvez: Super Size Me - A Dieta do Palhaço Quem merece: Super Size Me - A Dieta do Palhaço (único visto)
Fotografia
Quem vai levar: O Aviador Talvez: Eterno Amor Quem merece: Clã das adagas Voadoras
Montagem
Quem vai levar: Menina de Ouro Talvez: O Aviador Quem merece: Colateral
Direção de Arte & Cenários
Quem vai levar: O Aviador Talvez: Desventuras em Série Quem merece: O Fantasma da Ópera
Figurino
Quem vai levar: Desventuras em Série Talvez: Em Busca da Terra do Nunca Quem merece: O Aviador
Maquiagem
Quem vai levar: Desventuras em Série Talvez: A Paixão de Cristo Quem merece: A Paixão de Cristo
Efeitos Especias
Quem vai levar: Homem Aranha 2 Talvez: Eu, Robô Quem merece: Eu, Robô
Efeitos Sonoros
Quem vai levar: Homem Aranha 2 Talvez: O Expresso Polar Quem merece: O Expresso Polar
Som
Quem vai levar: O Aviador Talvez: Ray Quem merece: Ray
Trilha sonora
Quem vai levar: Em Busca da Terra do Nunca Talvez: Desventuras em Série Quem merece: Em Busca da Terra do Nunca
Canção
Quem vai levar: "Believe" (O Express Polar) Talvez: "Learn to be Lonely" (O Fantasma da Ópera) Quem merece: "Al Otro Lado del Río" (Diários de Motocicleta)
Devo errar bastante, em algumas ousei e em outras fui bem previsível. Mas nunca se sabe, sinceramente espero que os "quem merece" ganhem, mesmo sendo bem difícil disso ocorrer.
Escutando: CD (I'm Nothing Without You - Placebo); Música (Welcome to the Working Week - Elvis Costello)
Escrito por Gabriel Carneiro às 21h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O Aviador (The Aviator, 04)
O último filme de Martin Scorsese me decepcionou bastante. Mas não posso negar que existe sim, qualidades no filme e que quem dirigiu foi o mestre Scorsese, só isso já é o suficiente para suas 3 estrelas. Isso pode soar contraditório ou confuso, mas é exatamente por ser dirigido pelo mestre Scorsese que eu esperava um pouco mais de dinâmica, conteúdo (não só os fatos expostos), impacto e emoção. Ainda vou discursar esse quatro fatores que me desagradaram no filme para falar de suas indicações. Considero todas principais desmerecidas exceto para ator e talvez atriz coadjuvante, nas categorias técnicas há ressalvas. E não posso também deixar de dizer o quão superestimado esse filme se tornou, será que é só porque é de Scorsese e é uma super produção ele é bom? Porque o mesmo mestre de filmes como A Última Tentação de Cristo, Taxi Driver, Os Bons Companheiros e O Rei da Comédia tem cometido erros que tornam seus filmes bons porém medíocres para seu padrão. A exemplo disso temos o apenas bom Gangues de Nova York e esse O Aviador, filmes frios e cansativos. Scorsese já foi muito melhor.
Começando pelos pontos negativos: 1 - O filme possui quase três horas de duração, porém num ritmo muito irregular, alternando momentos mais frenéticos e outros bem arrastados. Precisa ter muita paciência para assitir numa boa. Minha namorada durmiu durante a projeção. 2 - Scorsese apenas jogou os fatos para nós, há apenas uma análise comportamental de uma personagem que poderia ser muito mais explorada devido ao teor de problemas que possuía. Howard Hughes, o magnata da aviação, era um homem com problemas, e problemas sérios. Mas são pouquíssimos os momentos em que vemos uma razão para isso. Grande falha do roteiro - que infelizmente vai levar o prêmio de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças - que não soube extrair algo mais interessante de alguém tão interessante. 3 - Foi-se o impacto da carreira do homem. Cenas memoráveis e chocantes escafederam-se. Sobrou apenas mais um filme correto. Um filme que mesmo sendo bom, bem produzido, bem conduzido, com uma narrativa interessante, está longe de ser uma produção inesquecível, com cenas antagônicas e análises psicológicas (presentes em todos os filmes que vi dele). É apenas mais um super-produção assinada por alguém extremamente cultuado. 4 - O Aviador contém um grau de frivolidade imenso. Um filme sem emoção, sem sentimentos, uma cinebiografia que exclui de suas personagens o mais importante no ser humano - os sentimentos - e implica, mas uma vez, nas características que o fizeram grande: seu dinheiro, seu transtorno e suas mulheres.
Antes de comentar o que me fizeram gostar do filme vou falar a sinopse - que não poderia faltar, pelo menos não nos meus textos -, porque até agora só falei mal dele, e dificilmente isso explicaria três (míseras) estrelas. A celulóide conta a história de Howard Hughes, magnata da aviação, multimilionário, cineasta, ao longo de aproximadamente 20 anos. Abordando seus problemas com filmes, aviões, mulheres e ele mesmo.
Eis então os pontos positivos: 1 - Leonardo DiCaprio está impecável. Não sei se alguém se lembra que há alguns posts atrás eu acabei com DiCaprio, falando que depois que fez Titanic se tornou um ator ruim, com atuações tristes de serem assistidas, mas volto atrás. Ele mostrou-me que sabe atuar, sabe "entrar" na personagem e executar o trabalho sem caricaturismo. Eu erro e admito (às vezes) quando erro, e essa foi uma delas. Mereceu a indicação, pois é a melhor coisa do filme. 2 - Eu sei que critiquei a direção acima, mas não posso deixar de vangloriar Scorsese em determinados aspectos: a maneira como ele conduz as boas cenas, como ele transforma o momento de reclusão de Hughes na melhor cena do filme, que por mais que não seja inesquecível, abrange tudo o que ele poderia ensinar (mas só nessa cena também). 3 - A história pois mais superficial que seja mostrada não deixa de ser interessante. Só a personagem de Howard Hughes, que sofria de transtorno obsessivo-compulsivo, vale o ingresso. Hughes é a grande atração, e é muito curioso ver todas as manias e obsessões da personagem. A cena em que está lavando as mãos mostra toda excentricidade de Hughes. 4 - A película, tecnicamente, é quase impecável. Belos figurinos, fotografia, cenários, som, tudo - só não gostei da trilha sonora, Shore já cansou - e esse aspecto torna ao menos agradável de ser assistido. Mas não é mais que uma obrigação de uma produção de tal grandeza. 5 - Leonardo DiCaprio foi mencionado a parte pela sua fantástica atuação, mas isso não significa que o elenco esteja mal. Estão todos muito bem, Cate Blanchett pricipalmente, como Katherine Hepburn. Tá certo que ela era insurpotável, extremamente chata, mas a representação está boa. Ainda não sei se mereceu a indicação. Alan Alda, Jude Law, Kate Beckinsale, Alec Baldwin estão competentes, não se destacam muito - me expliquem o que Alda faz na lista de indicados. Ah, não posso esquecer de John C. Reilly que me ganhou em Chicago. O cara manda muito bem mais uma vez.
Não sei se alguém teve saco de chegar até aqui. O texto tá chato e longo. Mas quem chegou, obrigado! Não sei se consegui ser claro no porque o filme me decepcionou tanto. O Aviador por mais que tenha seus méritos derrapa em muito fatores, parecendo uma produção mecânica. É um filme feito exclusivamente para ganhar o Oscar de filme e direção, inédito na carreira de Scorsese. Há quem discorde. Mas esse filme foi feito exclusivamente para isso, acho que por isso é tão correto. Não que isso seja ruim, já defendi produções feitas para levar prêmios (aka. Em Busca da Terra do Nunca), mas eu não esperaria isso de tão magnífico cineasta.
Indicações: Filme, Direção, Ator, Atriz Coadjuvante, Ator Coadjuvante, Roteiro original, Fotografia, Montagem, Direção de Arte & Cenário, Som e Figurino.
Nota: 65/100
Escutando: CD (OST Labirinto - Trevor Jones e David Bowie); Música (Happy Together - The Turtles)
A Descobrir
Mar Adentro (Mar Adentro, 04) - Esperava mais desse filme também. Mas Mar Adentro consegue ter o que O Aviador não tem: emoção. Um filme que é político e racional. Discute a eutanásia mas não a defende, defende o direito de escolha. Um roteiro muito bem elaborado, brilhante atuação de Javier Barden e uma ótima trilha sonora. Destaque para a cena em que "Mar Adentro" de Ramón Sampedro (a personagem tetraplégica) é declamado. O filme conta a história real de Ramón Sampedro, homem que ficou tetraplégico em um acidente e luta pela sua morte desde então. [86]
Escrito por Gabriel Carneiro às 19h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 04)
Falei anteriormente que Sideways - Entre Umas e Outras era meu candidato ao Oscar de Melhor Filme, o porém era que não tinha conferido o mais novo e excepcional filme de Clint Eastwood, Menina de Ouro. Por mais que aparenta ser mais um filme sobre um(a) jovem tentando vencer na vida e o mestre que acaba aprendendo com o discípulo, ele não é. Na verdade é isso e muito mais. Não deixa de ser uma bela história de aceitação social, preconceitos vividos e toda aquela baboseira já muito abordada, mas Menina de Ouro tem uma vantagem sobre todos esses concorrentes, e o nome dele é Clint Eastwood, o homem da hora. Sim porque se não fosse esse sujeito esse filme seria apenas mais um filme filme sobre superação de problema repleto de clichês, com um final bem piegas, e um clima feliz, mas graças a ele é um filme sobre superação de problemas, com clichês pouco aparentes, um clima propenso a tristeza com um teor de melancolia absurdo, um filme reflexivo cheio de amálgamas e correlações com o mundo externo.
Sou uma pessoa bem reprimida quanto a emoções, não demonstro-as em público, raramente alguém me verá chorando, mesmo em filmes. E esse foi um dos poucos filmes que conseguiram arrancar-me um lágrima no cinema, no meio de tanta gente. E mesmo com os incovenientes da sessão (um cabeção na frente, e uma velha fedendo a naftalina ao meu lado) não foi problema algum depois que o filme realmente começou. Ao meio do filme me senti sozinho na sala de tão maravilhoso o meio que a celulóide te prende a poltrona. Ao fim da sessão, depois de acabar o filme fiquei pasmo com tal surpreendente resultado, sentado, olhando, todos indo embora e só eu lá, parado encarando àquela grande tela, pensando. SPOILERS SPOILERS SPOILERS Imaginando porque ocorre certos fatos que nos deixam tão mal, a ponto de esquecermos quem somos e não querermos ser mais quem somos, querer esquecer tudo o que é e o que foi. Querer ser diferente. Porque tudo que é bom dura pouco? E mesmo que, por mais subjetiva que essa afirmação possa ser, já que tudo que é bom devia durar eternamente e menos tempo que isso é pouco, não deixa de ser verdade. Porque as coisas boas não são eternas? Independente das lembranças, mas os fatos. Não se pode viver apenas das memórias, acho que é isso que torna a morte tão difícil, mesmo sendo algo natural. Eu particularmente sou bem frio com isso no "mundo real", mas não deixo de me sensibilizar às vezes. FIM DOS SPOILERS FIM DOS SPOILERS.
Eu já falei como Clint Eastwood é o cara? Mesmo esse não sendo seu melhor filme, cargo de Os Imperdoáveis, pode-se dizer que esse é o mais humano. Ano retrasado deu-nos o ótimo Sobre Meninos e Lobos, antes As Pontes de Madison. Foi o principal ator de 3 filmes do genial Sergio Leone. Virou um marco do cinema moderno e do faroeste. Se tornou um dos melhores e mais sensíveis cineastas da atualidade. Brilhante ator quando quer. E ainda faz uma das melhores trilhas sonoras que já ouvi. É por essas e outras que quero ser como ele no futuro.
A história é simples e pode até parecer banal. Um antigo boxeador é agora dono de uma academia e tem como sonho o título. Uma garota sonha também com isso, e pede para ser treinada por ele. Ele recusa-a por ela ser uma garota, mas com a interferência do companheiro Scrap, ele a treina. Tudo é narrado aos olhos de Scrap de uma maneira bem sublime, o que ajuda a compor todo aquele clima de vitórias e decepções.
Todo elenco está fantástico e todas as indicações são justíssimas. Clint Eastwood é o cara, e eu já mencionei isso. Concordo quando dizem que essa é a melhor atuação de sua carreira, as últimas cenas provam isso. Hillary Swank também fantástica no filme, mas inferior ao filme que lhe rendeu o Oscar, e mesmo com todo buzz nela acho difícil levar a estatueta. Morgan Freeman sempre foi um dos meus coadjuvantes preferidos e neste filme também está fantástisco. Agora fiquei mais em dúvida: Clive Owen, Tomas Haden Church ou Morgan Freeman? Não sei mais que adjetivos usar, pois não existe um que apenas sintetize suas atuações.
SPOILERS SPOILERS SPOILERS Um dos fatos que mais me chamou a atenão no filme foi a suposta paternidade de Clint com Hillary no filme. Ele se sentia carente e solitário pelas desavenças com a filha, ignorado e culpado. Ela por mais que se esforçasse só servia de hospedeiro para os parentes sanguessugas dela, pois nada além de si próprios importava. Ela de certo modo também era carente. Toda aquela relação que acabou se formando foi a questão chave para um indagação minha: Por que somos tão dependentes de carinho, afeto e das pessoas? Porque não somos auto-suficientes? Já que é isso que torna tão difícil as coisas para nós. Impossível se viver largado por todos, pois sempre procuramos proteção, segurança e a bondade das pessoas para com nós. Será que tem como ser feliz sozinho? Nós sempre estamos em busca de alguém que nos torne feliz em diferentes aspectos, e por isso sofremos tantas decepções e tristezas. Coisas curiosas aparentemente inexplicáveis.
Ainda gostaria de comentar a culpa que Clint carrega o filme inteiro pela cegueira de Scrap e sua consequência final. O fato de ter desaparecido, o que sugere uma possível morte, mostra o quanto Clint não suportou a culpa pela morte de Hillary. A igreja foi um jeito de redenção que ele encontrou, com a cegueira - já que sua filha o abandonara - e a possível morte seria sua redenção por Hillary. Eu poderia continuar fazendo mais reflexões, mas como esse é um blog para eu comentar o filme não vou prolongar-me com indagações sobre a vida, e vou parar com essas coisas filosóficas de má qualidade. FIM DOS SPOILERS FIM DOS SPOILERS
Vejam o filme, reflitam, torçam por ele no Oscar - ou não, vocês que sabem. Já mencionei que quero ser como Clint, estou até pensando em mudar de nome.
Indicações: Filme, Direção, Ator, Atriz, Ator Coadjuvante, Roteiro Adaptado e montagem.
Nota: 96/100
Escutando: CD (No Angel - Dido); Música (Bizarre love Triangle - New Order)
A Descobrir
Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me, 03) - Um belo filme sobre a vida. Conta a história de uma mulher que descobre ter um tumor e resolve não dizer a ninguém, em seus dias terminais faz uma lista de metas a cumprir e tenta realizá-las. Sempre acompanhado de reflexões da personagem central vivida por uma interessante Sarah Polley. Quem se interessa por aprofundamentos sobre a mente de cada um em diferentes situações (neste caso a morte) vai gostar do filme. [84]
Escrito por Gabriel Carneiro às 22h24
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Ray (Ray, 04)
Ray Charles foi um gênio da música, inovando toda uma área misturando o gospel com o blues. Sem dúvida que a trasnposição de sua vida e obra para as telas é algo que merece respeito e ser apreciado, afinal não é todo dia que resolvem mostrar para o mundo como o setor musical no mundo está cada vez mais decadente e como em outrora houve quem fizesse jus a isso. Ray Charles foi um deles, e um filme sobre sua vida vai com certeza trazer um pouco de bom gosto para jovens (ou mesmo adultos) que acham que Linkin Park, Blink 182, Jota Quest, Charlie Brown Jr. e outras diversas porcarias que invadem a mídia e se tornam do dia para a noite sucessos. Pois sim, o cenário musical está cada vez mais infestado com "artistas" cada vez mais modistas e esteriotipados, que apenas fazem dinheiro, porque a arte foi esquecida com os grandes e são poucos atualmente que conseguem resgatá-la. Por isso defendo que cada vez mais façam cinebiografias sobre artistas conceituados da música. O ano passado além desse Ray, trouxe outra cinebiografia, ainda melhor: De-Lovely - Vida e Amores de Cole Porter. Uma pena que este último não teve o mesmo apelo comercial que Ray, pois Cole Porter é outro excelente artista da vertente Jazz que merecia ser descoberto pelos abobalhdos que acham que Charlie Brown Jr. é cultura.
Posso até dizer que Ray é um ótimo filme para você conhecer melhor a vida do genial Ray Charles, pois o filme narra fato por fato contundente na vida dele, mas se você quer relamente conhecer melhor a obra do sujeito a maneira vai ser baixar seus mais famosos hits na internet, pois é um filme que se apoia mais na vida árdua de Ray do que em suas canções e obras musicais. Culpo Taylor Hackford, ums dos mais meia-boca diretores de aluguel, por não transformar a história de um dos maiores nomes do Blues em um grande filme, uma verdadeira homenagem ao personagem título. Hackford é impreciso, e assim como Foster em Em Busca da Terra do Nunca passa a sensação que qualquer um com um mínimo de cérebro conseguiria fazer o mesmo trabalho. E o pior é que ainda indicam o medíocre para o Oscar de Melhor Diretor. Se nem para filme merece, muito menos para a fraca direção.
Eu gostei do filme e tudo graças a uma pessoa: Jamie Foxx. O cara está simpelmente idêntico a Ray Charles, seja na voz, nos trejeitos, no visual ou nos gestos. Se não existisse ele no mundo e ele não fosse escalado para esse papel dificilmente a celulóide seria o que é. Porque Ray é Jamie Foxx e a trilha sonora. Muitos falaram que Daniel de Oliveira estava fantástico em Cazuza - O Tempo Não Pára, mas isso só acontece porque não viram Jamie Foxx nesse filme. Fora que é muito complexo de se interpretar um cego cheio dos "cacoetes" do que um porra-louca. Foxx é o cara e por enquanto meu grande candidato ao Oscar de Melhor Ator, não houve uma indicação mais justa para esse filme do que para ele. Deviam ter contratado esse cara para dirigir o filme também, qualquer coisa é melhor que Hackford.
Voltando a comparações, porque é aparentemente a única coisa que sei fazer, a desvantagem que esse filme leva de De-Lovely, é o fato de a música do jazzista bissexual estar evidente em todo momento do filme. Seja nas cenas musicais, seja nas apresentações, seja na música de fundo. E Ray que tem uma história mais interessante e um ator muito melhor encarnado perde justamente por tornar algumas cenas maçantes. Ray Charles é música, não só sofrimenetos e drogas. Portanto o filme deveria ter sido invadido com mais hits como Lonely Avenue e Do I ever Cross Your Mind.
Os outro fatores positivos do filme são a trilha sonora, porque como já falei Ray Charles é um gênio. E C.J. Sanders, o garotinho que faz Ray quando criança. Eu gostei muito desse garoto, ao contrário de Freddie Highmore de Em Busca do terra do Nunca que todos disseram ser a nova revelação do cinema. Visualmente é um filme bonito, com um belo figurino e fotografia. Só que não entendo porque a Academia tem a horrível mania de indicar os candidatos a Melhor Filme na categoria de Montagem. Porque a montagem de Ray é tão comum quanto a de Em Busca da Terra do Nunca e de qualquer outro filme. Não merecia indicação para isso, e mesmo assim dão. E eu não sei porque, se alguém souber me explicar.
Por enquanto o mais fraco dos indicados a Melhor Filme. Pelo menos vai ganhar ator. Jamie Foxx é o cara. Ray Charles é o cara. Mas Taylor Hackford não.
Indicações: Filme, Direção, Ator, Som, Montagem e Figurino.
Nota: 68/100
Escutando: CD (Flowers - Rolling Stones); Música (Everybody's Gotta Learn Sometime - Beck)
A Descobrir
Em Busca do Vale Encantado (The Land Before Time, 89) - Uma das minhas animações preferidas, esse filme conta a história de dinossauros filhotes que após choques de placas tectônicas são separados dos pais. A fome assola tudo quanto é lugar e apenas no Vale Encantado que eles vão ser feliz de novo. O fato de eu gostar tanto deste filme está ligado ao fato de ter sido o filme que eu mais assiti quando era uma criança pura e tenra (não que eu não seja ainda). Um dos grandes clássicos da animação comandao por um de seus gênios, Don Bluth. Qualquer pessoa que já teve infância em sua vida não tem como não apreciar essa bela fábula. [100]
Escrito por Gabriel Carneiro às 19h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Sideways - Entre Umas e Outras (Sideways, 04)
Num ano com tantas porcarias, como foi 2004, surgiram pequenos filmes que provam o porque ainda devemos crer no cinema. E num ano onde filmes apenas medianos foram indicados a Melhor Filme, é justamente essa pequnea epopéia de dois homens que se sobressai (que fique claro que ainda não assisti Menina de Ouro). Em Busca da Terra do Nunca apesar de ótimo, não passa de uma boa diversão que me foi decepcionante; Ray e O Aviador são bons filmes, mas extremamente cansativos que são apenas um pouco superior a mediocriade. E porque gostei tanto do filme? Não sei se foi porque não fui com grandes expectativas, ou se foi pelas formidável maneira que Payne concilia a comédia da vida com a melancolia, ou se foi a dupla Haden Church-Giamatti; ou se foi o simples fato de ser a história de dois losers contada com estilo. Só se sei que Sideways - Entre Umas e Outras (alguém me explica o porquê deste ridículo subtítulo?) figura entre os 10 melhores filmes de 2004 com louvor.
Se não fosse por Antes do Pôr-do-Sol (que dia 16/3 sai para venda - VIVA), com certeza esse seria meu candidato ao Oscar de Roteiro Adaptado. A sutileza com que Payne aborda aqueles diversos temas, e as ótimas metáforas faz de Sideways um dos filmes mais engraçados e ao mesmo tempo deprimentes do ano. A celulóide prova que não precisa ser completamente idiota e exagerado para ser engraçado como muitos pensam, nada mais engraçado do que a comédia de situação, os erros e gafes cometidos, os comentários espontâneas, as caras e caretas, sem ter de mexer com escatologia e acefalia. Esse foi o grande mérito do diretor-roteirista, fazer uma história simples, sobre pessoas simples que não tem nada a perder, numa situação nada de extraordinária com um humor simples e ainda assim analisando cada personagem. Alexander Payne tem se mostrado um dos melhores diretores de sua nova geração mostrando sempre com excelência dramas/comédias humanas, como foi em Eleição e As Confissões de Schmidt, e agora é com esse.
O road-movie narra a história de dois amigos pelas vinícolas americanas antes do casamento de um deles. Uma espécie de despedida de solteiro para os dois. Um quer provar vinhos e saciar sua obsessão pelo fermentado e o outro quer sexo.
Eu não entendo como Paul Giammati não foi indicado. Sinceramente não passa na minha cabeça que atores cômicos como ele e Jim Carrey não sejam reconhecidos pela Academia. Ele consegue estar melhor nesse filme que em Anti-Herói Americano, ou seja, fenomenal. O cara consegue passar uma profundidade dramática só com o olhar, e a cena em que ele descreve o vinho como sendo uma metáfora diz tudo sobre ele como ator. Este foi o papel perfeito para o (antigo) eterno coadjuvante, ele tem mesmo muita cara de loser, e consegue fazer brincando o papel. Outro que se destaca muito é Tomas Haden Church, famoso ator nas TVs americanas da década de 90 com os seriados Wings e Ned and Stacey (ambos muito bons por sinal, veiculados pelo Canal Sony), Church havia se tornado a síntese do papel que representa: o ator fracassado que vive de bicos. E consegue ser a razão de 2 dos 3 momentos mais engraçados do filme. Sem dúvida ele está dividindo meu favoritismo como ator coadjuvante com Clive Owen por Closer. Já Virginia Madsen, também indicada, não me chamou muita atenção. Nesse ano tivemos coadjuvantes muito melhores que nem sequer foram indicadas ou lembradas.
Sideways visualmente não apresenta nada de espetacular, um bonito cenário, clima normal como qualquer filme independente. Mas a montagem chama bastante atenção, e ao contrário de Em Busca da Terra do Nunca e e Ray na qual a montagem mostra pouca presença e foi indicada, Sideways apresenta justamente o contrário - boa montagem sem indicação.
E além de divertido o filme serve como lição. Agora sei como degustar um vinho, claro que minha opinião vai ser igual a de Haden Church, mas tá valendo. Eu queria saber várias coisas, e infelizmente não sei, o jeito é ir aprendendo.
Difícil dizer que esse filme entrará para história ou mesmo será lembrado daqui a vinte anos, mas qualquer pessoa que se interessa em ver os primas de uma personalidades, ou mesmo que queira entender um pouco mais sobre a mente humana deve assistir esse filme. Assim como Closer, Sideways também pode ser considerado uma análise psicológica sobre as mentes de diferentes indivíduos, a diferença é a abordagem. Eu garanto que quase nenhuma comédia atual passe tanta profundidade como esse Sideways e sua história de fracassados.
Indicações: Filme, Direção, Ator coadjuvante, atriz coadjuvante e roteiro adaptado.
Nota: 87/100
Escutando: CD (Forget Yourself - The Church); Música (Você Pode ir na Janela - Gram)
A Descobrir
Jogos Mortais (Saw, 04) - Um dos grandes achados do cinema thriller/terror, pois assim ele pode ser chamado. Um filme que todo sádico vai se deliciar, porque eles não poupam nada no nível escatológico, sendo até que bem realista. O cartaz anunciou como sendo melhor que Seven - Os 7 Pecados Capitais, e hei de concordar com ele. Me diverti muito mais com essa pequena surpresa do cinema americano. Agora me falem como se pode gostar de filmes como O Grito se existem filmes como Jogos Mortais? Esse pelo menos causa certas cenas de horror e susto, possui um roteiro decente e conta uma história ainda mais interessante. Um filme sobre uma mente psicótica que gosta de saborear cada momento do desespero humano. [85]
PS: Eu juro que se eu soubesse mexer em HTML eu mudaria para o blogspot. A maldita UOL comeu meu texto de Sideways e eu tive de reescrever.
Escrito por Gabriel Carneiro às 15h04
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland, 04)
Então começa a maratona dos indicados ao Oscar na catergoria Melhor Filme, sendo que todos estreiam num período de duas semanas. Este foi meu primeiro escolhido, o que achava que iria mais gostar, pois bem, espero que não seja bem assim. Por mais que tenha gostado, não posso não mostrar um pouco de decepção em relação a este. Uma história linda contada de uma maneira clichê feita para nos emocionar, tá certo que funcionou, mas a celulóide não deixa de ser o filme água-com-açúcar do ano, aquele bonitinho em todos os apectos. Essa foi a razão de ter me decepcionado e não ter galardeado o filme com 5 estrelas.
Eu gosto de filmes feitos para o Oscar, gosto muito aliás, não tenho aquele pudor: "Ah, é filme comercial. É filme feito para o Oscar. São todos ruins. Bons são aqueles que ninguém vê, que só ganham prêmios em determinada competição onde só filmes menores ganham.". E Em Busca da Terra do Nunca tem todos atributos que um filme feito para o Oscar tem. Visualmente bonito, história elaborada para nos emocionar, atuações competentes e a agrabilidade de se assistir.
Marc Foster é um diretor competente e apenas isso. Sabe cumprir apenas seu trabalho, o famoso diretor de aluguel. Pois não sabe impor nada, não se vê traços característicos ou mesmo alguma distinção de qualquer outra pessoa que fosse pegar o filme para dirigí-lo. O que aparenta é que ele apenas seguiu linha por linha do roteiro e tentou transmitir uma certa mágica. Não deu muito certo, porque sinceramente, gostei mais do trailer do que do filme propriamente dito. Em compensação o script da celulóide é bonito e contraria os erros cometidos por Foster no longa. Merecidamente indicado, mas inferior a Antes do Pôr-do-Sol e Diários de Motocicleta (e que falta faz Closer nessa categoria).
A história é a seguinte: J.M. Barrie é um dramaturgo que após um fracasso conhece uma família composta por quatro garotos e uma mãe viúva. Começam a se encontrar casulamente no parque, viram amigos. E nesse processo todo, Barrie cria a sua considerada obra-prima, a fábula Peter Pan.
Johnny Depp é inegavelmente um dos melhores atores de sua geração, marcado por papéis como Edward (Edward Mãos de Tesoura), Ed Wood e Don Juan DeMarco, ele só foi reconhecido mesmo com Piratas do Caribe, dando uma indicação surpresa para o ator. E agora nesse Em Busca do Terra do Nunca ele volta como candidato. Mas o que me deixa intrigado é o fato de virem reconhecê-lo em uma de suas mais fracas atuações. Um cara como ele que é fenomenal e nos dá uma atuação nada mais do que boa não poderia ser endeusado. deveria ter sido endeusado nos filmes que citei acima. Mas pelo menos está sendo reconhecido e isso vale. Kate Winslet é Clementine, e não há outro papel em que vá se sair tão bem. Houve muito buzz no garoto Freddie Highmore, mas sinceramente não vi nada demais, mais um garoto no cinema que dificilmente estourará. Gostei muito mais de Luke Spill, o mais novo da família Davies. O sotaque dele me divertiu muito: "Sir, you're standing on my sleeve".
Se falasse que o filme não merece nenhum Oscar, estaria mentindo. A trilha sonora é muito bonita e superior aos outros indicados. Creio que os indicados foram aqueles só para Neverland não sair de mãos vazias da cerimônia. Não entendi a indicação em montagem, mas enfim...
O filme pode ter seus defeitos, mas não tem como não apreciar a bonita hisória por trás da fábula (ou a fábula por trás da bonita história?). Merece ser visto sem preconceitos.
Indicações para o Oscar: Filme, Ator, Roteiro adaptado, Montagem, Direção de Arte & Cenário, Trilha Sonora e Figurino.
Nota: 80/100
Escutando: CD (Greatest Hits - Simon and Garfunkel); Música (Beautiful - Meshell Ndegeocello)
A Descobrir
Por Uns Dólares a Mais (Per Qualche Dollaro in Più, 65) - O segundo filme da Trilogia dos Dólares de Leone é O western sphagetti. O melhor dos que vi até agora. Sempre ouvi falar que o melhor era Três Homens em Conflito, mas foi Por Uns Dólares a Mais que realmente me empolgou. Com um fantástico Lee Van Cleef e Clint Eastwood o filme conta as histórias de traição no velho oeste. Caçadores de recompensa que disputam quem vai ficar com o prêmio na cabeça de El ìndio. Até que resolvem se juntar. Sérgio Leone é um gênio. [100]
Escrito por Gabriel Carneiro às 20h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Closer - Perto Demais (Closer, 04)
Ao invés de ler uma profanação ao filme, leiam a fantástica crítica de Roger. Mas se você estiver interessado em ler a minha resenha, fique à vontade. Closer, um filme atualmente super discutido, tendo aqueles que defendem que o filme é uma grande baboseira e desperdício de talento e aqueles que, como eu, defendem o filme com unhas e garras. Sim, porque o novo filme de Mike Nichols, é um filme que te atrai do começo ao fim. Seja por sua estética, música, direção, elenco ou roteiro. Eu gosto de surpresas - e quem não gosta? - e talvez seja por isso que admirei tanto esta obra, de maneira alguma esperava um filme de tamanho conteúdo emocional. Inclusive temia se tornar o que se tornou Encontros e Desencontros para mim, uma idiotice. Fui ver o filme depois da espera de uma semana pela minha companhia preferida, e quando finalmente fui assistí-lo, vocês não imaginam meu furor. E desde a primeira cena ao som da maravilhosa The Blowers Daughter eu já me apaixonei pelo filme. Creio que o clima extremamente depressivo que se cria ao redor da crueza daquelas histórias me cativam, eu simplesmente adoro filmes com climas depressivo, daqueles que transpõem tudo que a personagem sente para você. Outros exemplos: Don Juan De Marco e O Último Tango em Paris.
Mike Nichols tem muito dos créditos desta excelente transposição dos palcos ao cinema. Não posso dizer muito sobre sua carreira, sendo que este é o segundo filme que vejo de sua filmografia (o primeiro foi A Primeira Noite de um Homem), mas posso garantir que o trabalho dele em Closer é fenomenal. E não me faltam elogios para essa celulóide. Foi uma grande injustiça não nomearem este homem para o Oscar deste ano (assim como para várias outras categorias), porque garanto que dificilmente algum deles conseguirá tamanha proeza num filme tão duro como esse.
Se vocês já me conhecem um pouco, lendo meus comentários anteriores, sabem que eu adoro filmes que me fazem refletir. E esse não fugiu a regra dos filmes que me encantaram e me fizeram pensar. Só que desta vez não é sobre futuros planos, esperança ou outra coisa relacionada a pensamentos positivos, mas sim, como a vida pode ser cruel e como as pessoas podem ser cruéis. Como a vida é cheia de decepções que mesmo assim acabamos por superar de alguma maneira (nem que essa maneira seja a morte). Como o 'amar' é muito mais complicado do que deveria, ou como o amor não passa de um desejo instintivo, ou até mesmo como existem pessoas que passam pela vida sem nunca saberem o que realmente é o amor, e como é realmente amar alguém. Por mais que o filme possa parecer chato (muitos se queixaram de falta de eventos, e diálogos muito rápidos), não se enganem, por que por trás disso reside uma quase obra-prima. E se você tiver o mínimo de bom senso ou mesmo sensibilidade (não sei se é a palavra certa) você irá pensar depois do filme.
É um belo dia, Alice e Dan estão caminhando pela rua em direções opostas, toca The Blowers Daughter e tudo acontece em câmera lenta. Dan não consegue desviar o olhar de Alice. Ela sofre um acidente e com um "Hello stranger" tudo começa. Entre eles começa um relacionamento, mas no lançamento do primeiro livro de Dan, na feitoria de sua foto, ele e Anna começam então a se envolver. Larry, um dermatologista, está na internet num porn chat falando com Dan que se passa por Anna (aliás, a cena mais engraçada do filme). Larry e Anna acabam se casando, mas isso não é o fim da história dos quatro, pois se relacionarão muito mais.
Provavelmente o que mais se destaca no filme é o elenco afinado. Mesmo o muito criticado Jude Law está muito bem, em um dos seus papéis mais humanos. Julia Roberts resolveu atuar, estando aturável em cena. Natalie Portman além de linda é talentosa, num papel bem mais maduro que o normal. Não entendo daonde tiraram que ela é coadjuvante e Julia Roberts é principal, pois Portman é o pricipal foco do filme junto de Law. E Clive Owen simplesmente rouba a cena, fazendo o cafajeste e depravado Larry, tem a dose certa de todos os aspectos que um homem angustiado e canalha tem. Não digo que ele merece o Oscar pois ainda não vi os outros, mas com certeza sua indicação foi muito merecida.
Eu gostei particularmente da trilha sonora, cheia de pequenos hits. Além da bela fotografia, obscura, que diz tudo. Se um dia eu for um cineasta (como desejo ser), esse com certeza ia ser um dos filmes que iria querer "imitar" e superar.
Assim, como muito outros, é um filme que cada vez que eu penso mais, sobe no meu conceito. Não vejo a hora de sair para DVD e eu adquirí-lo. Closer além de um excelente filme, é uma lição de vida (eu falei que era uma profanção, vocês não quiseram ouvir, agora aguentem esse clichê monumental porque é a mais pura verdade).
Indicações: Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante.
Nota: 97/100
Escutando: CD (Hedwig and the Angry Inch - Hedwig and the Angry Inch); Música (The Blowers Daughter - Damien Rice)
A Descobrir
Assunto de Meninas (Lost and Delirious, 01) - Um filme de circuito independente, este Assunto de Meninas não deixa de ser uma pequena obra-prima. Contando a história de uma paixão proibida, impedida pela preconceituosa sociedade, que vê no homossexualismo (no filme pelas meninas) uma forma inescrupulosa de ser. Com diálogos fantásticos, e ótimas atuações, a trajetória de três meninas é mudada por causa de uma paixão. Impossível não derramar algumas lágrimas com sórdida história. E só para deixar um aperitivo, eis um dos trechos do filme: "Liar! Liar! Liar! Liar! You hold your heads up in your assholes because LOVE IS! It just IS! And nothing you can say can make it go away! Because it is the point of why we are here. Is is the highest point and once you are up there, looking down at everyone else, you're there forever... If you move, right? You fall...you fall..." - Me perdoem aqueles que não entendem o inglês, mas não quis alterar o monólogo de maneira alguma devido a tradução. [98]
Escrito por Gabriel Carneiro às 11h12
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Filmes vistos em Janeiro legenda: revistos
- Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 50)
[90]
- Xuxa e os Duendes (Idem, 01) 0 [0]
- Meu Tio Matou um Cara (Idem, 04)
[59]
- Meninas Malvadas (Mean Girls, 04)
[73]
- Na Captura dos Friedmans (Capturing the Friedmans, 03)
[83]
- Ligado em Você (Stuck on You, 03)
[52]
- Albergue Espanhol (L'Aubergue Spagnole, 02)
[100]
- Os Sonhadores (The Dreamers, 03)
[67]
- Janela Secreta (The secret Window, 04)
[51]
- Swimming Pool - À Beira da Piscina (Swimming Pool, 03)
[79]
- Em Busca do Vale Encantado (The Land Before Time, 89)
[100]
- Sonhos (Yume, 90)
[64]
- O Grito (The Grudge, 04) 0 [0]
- Neve Sobre os Cedros (Snow Falling on Cedars, 99)
[61]
- Hair (Hair, 79)
[90]
- Love Story - Uma História de Amor (Love Story, 70)
[87]
- Histórias Proibidas (Storytelling, 02) - (Ficção
; Não ficção )
- Três Homens em Conflito (Il Buono, il brutto, il cattivo, 66)
[93]
- Alexandre (Alexander, 04)
[54]
- O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas, 93)
[80]
- Assunto de Meninas (Lost and Delirious, 01)
[98]
- O Mundo de Andy (Man on the Moon, 99)
[97]
- 10 Coisas que eu Odeio em Você (10 Things I Hate About You, 99)
[49]
- Alladin (Alladin, 92)
[92]
- O Encantador de Cavalos (The Horse Whisper, 98)
[40]
- Assunto de Meninas (Lost and Delirious, 01)
[98]
- Os Garotos Perdidos (The Lost Boys, 87)
[46]
- Jerry Maguire (Idem, 96)
[86]
- Pocahontas (Idem, 95)
[45]
- Desventuras em Série (Lemony Snicket's A Series of Unfortunate Events, 04)
[64]
- Hedwig - Rock, Amor e Traição (Hedwig and the Angry Inch, 01)
[83]
- A Última Noite (25th Hour, 02)
[82]
- Sobre Cafés e Cigarros (Coffee and Cigarettes, 03)
[72]
- Freeway - Sem Saída (Freeway, 96)
[23]
- Por Uns Dólares a Mais (Per Qualche Dollaro in Più, 65)
[100]
- Scarface (Idem, 82)
[85]
- O Fantasma do Futuro (Ghost in the Shell, 95)
[81]
- Golpe de Mestre (The Sting, 73)
[88]
- Uma Carta de Amor (Message in a Bottle, 99)
[57]
- Os Reis do Iê-Iê-Iê (A Hard Day's Night, 64)
[40]
- Fogo Contra Fogo (Heat, 95)
[78]
- A Sereia do Mississipi (La Sirène du Mississipi, 69)
[63]
- Closer - Perto Demais (Closer, 04)
[97]
- Demônio das Onze Horas (Pierrot Le Fou, 65)
[34]
Melhores filmes:
- Por Uns Dólares a Mais
- Albergue Espanhol
- Em Busca do Vale Encantado
- Assunto de Meninas
- Closer - Perto Demais
- O Mundo de Andy
Piores filmes:
- O Grito
- Xuxa e os Duendes
- Freeway - Sem Saída
- O Demônio das Onze Horas
- O Encantador de Cavalos
Escrito por Gabriel Carneiro às 13h58
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Resultado da enquete: "Saíram os Lumiére. Quem merece ganhar melhor filme?"
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembraças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 04) - 31 votos = 41,33% dos votos Kill Bill (Kill Bill, 03-04) - 30 votos = 40% dos votos Encontros e Desencontros (Lost in Translation, 03) - 9 votos = 12% dos votos Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland, 04) - 3 votos = 4% dos votos A Vila (The Village, 04) - 2 votos = 2,67% dos votos
Total: 75 votos.
De acordo com os votos, o grande vencedor bateu. Brilho Eterno numa votação apertada ganhou de Kill Bill por um voto de diferença a preferência de Melhor Filme.
Como os dois filmes acima dominaram completamente a votação, sobrou para Encontros e Desencontros o terceiro lugar com 12% dos votos. Em Busca da Terra do Nunca levou o quarto lugar, e creio que ficou com apenas três votos por não ter sido exibido no Brasil ainda. Já A Vila teve dois votos, o que para mim já foi mais que o suficiente. E pensar que esse, que teve 11 nomeações nos Prêmios Lumiére, levou apenas 2 prêmios.
Escutando: CD (The Cure - The Cure); Música (Something Stupid - Robbie Williams & Nicole Kidman)
Escrito por Gabriel Carneiro às 17h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|
 |


|
 |